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O que vemos
    
Estava no ultimo domingo a tarde descansando, quando fui despertada por um carro de som que estava anunciando, algo que para nós, talvez, tenha perdido o sentido.
Algo que antes era ansiado pelas crianças, que se durante o ano tivessem tido bom comportamento, teriam o “privilégio” de ver o “bom velhinho” e “dele ganhar um presente”.
Porém nossas crianças já sabem que o “bom velhinho” não existe, e o grande beneficiado sem dúvidas deixou de ser a família toda que se reunia, muitas apenas nesta data, não estou apenas falando do Natal, mas de todas as datas que viraram sinônimo de “presentear”, como, dia das mães, dos pais, dia dos namorados... datam que sinceramente tinham que ser encaradas de outras formas.
Para a mãe podia muito bem ser dado um abraço, um beijo, levar um café na cama, fazer um passeio, piquenique, com o pai poderia ser feito o mesmo.
Os namorados podiam fazer passeios de mãos dadas, beijar e abraçar muito, ir no cinema, ou mesmo assistir em casa um filme romântico abraçadinhos, ou dar uma carta de amor.
Nestas datas o que mais se ouvem são carros de som, os jornais apresentam matérias sobre como o “comércio” está em relação a expectativa se esperam ter maior lucro, Logicamente, ele sempre espera lucrar mais.
Não sou contra os comerciantes, apenas gostaria de demonstrar a nossa compulsão por compras, os pequenos alimentadores do capitalismo animalesco que somos, acho que acabamos distorcendo o significado inicial que estas datas já tiveram em nossas vidas
Escrito por Franci às 10h34
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